O deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) pode perder o mandato por causa da performance de um transformista em evento oficial da Assembléia Legislativa. Ele é acusado de quebra de decoro parlamentar por organizar um evento que está provocando polêmica na Assembléia Legislativa de São Paulo. Deputados e convidados se reuniram para o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Comunidade Gay. De repente, um transformista se aproximou dos deputados e começou a dançar durante o evento.A performance despertou reações diferentes - cochichos, risos e uma certa inquietação. A apresentação foi no plenário Dom Pedro I, um dos espaços mais tradicionais da Assembléia Legislativa - onde acontecem, por exemplo, as reuniões das comissões de Justiça, de Cidadania e das CPIs. Até agora, o recinto só abrigava gente com traje bem social; como determina o regimento interno.

O descumprimento da norma e os trajes usados pelo transformista provocaram indignação no deputado Waldir Gnello (PTB).

- Ele (transformista) estava de roupas mínimas, calcinha e sutiã. Para uma mulher já seria inadequado; para um homem, continua sendo inadequado. Eles podem usar nos lugares privados, mas não num lugar público - justifica.

Com esses argumentos, o deputado encaminhou à presidência da Casa um pedido de explicação sobre a performance, e acusa o colega Gianazzi de quebra de decoro parlamentar por ter organizado o evento.

Gianazzi se defende, e diz que o que aconteceu não é novidade para o paulistano.

- Foi uma normalidade, até porque na Parada do Orgulho Gay de São Paulo, isso é absolutamente natural, é transmitido por toda a imprensa. As pessoas participam, os deputados participam também - rebateu.

A presidência da Assembléia ainda não se manifestou sobre o caso, e o deputado Carlos Gianazzi já começa a criar uma outra polêmica: ele quer acabar com a obrigatoriedade do terno e da gravata para os parlamentares, e ainda liberar o uso de bermuda, camiseta e boné.

Nos corredores da Câmara, dá pra notar que o regimento interno, que exige terno e gravata para os homens, já não é respeitado. Até os parlamentares cometem deslizes - a prova é que existe uma gravata escondida embaixo da mesa dos assessores do plenário, só para socorrer deputados esquecidos. Essa é a estratégia dos funcionários para manter o ritual, a qualquer custo.

- Essa gravata é daquelas compradas em lojinhas de um R$ 1, é baratinha - garante um deles.

Se o presidente da Assembléia, Vaz de Lima, encaminhar o pedido de quebra de decoro ao Conselho de Ética, o caso deve ser julgado no ano que vem.

Agora só falta passar na novela!!!!

Compare Preços de: games, PS2, PS3, Nintendo, Wii, iPod no Buscapé.

Popularity: 4% [?]